Ir para o conteúdo

Cirurgia para ronco e apneia do sono

Procedimentos que ampliam a via aérea da faringe para reduzir o ronco e os eventos de apneia.

Anestesia
Geral
Exame prévio
Polissonografia é indispensável
Avaliação
Nasofibroscopia para localizar o ponto de colapso

A cirurgia para ronco e apneia, cujo procedimento mais conhecido é a uvulopalatofaringoplastia, amplia e estabiliza a via aérea da faringe, reduzindo o colapso que ocorre durante o sono. Não é um procedimento único e padronizado: é uma família de técnicas escolhidas a partir de onde está a obstrução em cada paciente.

Quando a cirurgia é indicada

  • Ronco importante com impacto social e no sono do parceiro
  • Apneia obstrutiva do sono confirmada em polissonografia
  • Intolerância ou baixa adesão ao CPAP
  • Obstrução anatômica bem definida em palato, amígdalas ou faringe
  • Complemento ao tratamento clínico e comportamental em casos selecionados

A cirurgia certa depende de onde está a obstrução

A via aérea pode colapsar no nariz, no palato mole, nas amígdalas ou na base da língua, e frequentemente em mais de um ponto. Por isso o tratamento é individualizado: corrigir apenas o palato em quem obstrui na base da língua não traz o resultado esperado. A nasofibroscopia e a polissonografia são o que orientam essa escolha.

Técnicas empregadas

  • Uvulopalatofaringoplastia e faringoplastias, que reposicionam e estabilizam o palato
  • Amigdalectomia, quando as amígdalas contribuem para a obstrução
  • Cirurgia nasal associada, com septoplastia e turbinoplastia, para reduzir a resistência nasal
  • Procedimentos sobre a base da língua, em casos selecionados

Cirurgia não é o único caminho

A apneia do sono é tratada de várias formas: CPAP, aparelho intraoral, perda de peso, terapia posicional e cirurgia. A melhor conduta costuma combinar mais de uma delas. Uma avaliação honesta apresenta todas as opções e explica o que se pode esperar de cada uma, inclusive de não operar.

Recuperação

  • Dor de garganta significativa nos primeiros dias, semelhante à da amigdalectomia
  • Dieta fria e pastosa no início
  • Ronco pode até piorar temporariamente pelo edema, com melhora progressiva
  • Polissonografia de controle após a cicatrização para medir o resultado objetivo

Condições tratadas com esta cirurgia

Perguntas frequentes

A cirurgia cura a apneia?

Ela reduz os eventos respiratórios em pacientes bem selecionados, e o quanto reduz varia conforme o padrão de obstrução, o peso e a gravidade inicial. Por isso o controle com polissonografia depois da cirurgia faz parte do tratamento.

Preciso mesmo fazer polissonografia antes?

Sim. Sem o exame não é possível saber se existe apneia, qual a gravidade nem comparar o resultado depois. Operar ronco sem esse dado é operar no escuro.

E se eu não me adaptar ao CPAP?

A intolerância ao CPAP é uma das principais indicações de avaliação cirúrgica. Existem alternativas, e vale reavaliar antes de simplesmente abandonar o tratamento.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer cirurgia depende de avaliação individual presencial. Responsável técnico: Dr. Oswaldo Martucci Junior, CRM/SP 24.585.

Agendar pelo WhatsApp

Fale com a recepção

Preencha rapidinho para a equipe já te atender sabendo o que você precisa.

Ao continuar, você concorda que a Otorhinus Clínica Médica entre em contato pelos dados informados. Seus dados não são compartilhados com terceiros.