Cirurgia endoscópica nasossinusal
Trata sinusite crônica e pólipos nasais por dentro do nariz, com endoscópio e sem cortes externos.
- Anestesia
- Geral
- Duração
- 1 a 3 horas, conforme a extensão
- Acesso
- Endoscópico, sem cortes externos
- Exame prévio
- Tomografia dos seios da face é obrigatória
A cirurgia endoscópica nasossinusal trata as doenças dos seios da face por dentro do nariz, com auxílio de endoscópio e sem qualquer incisão externa. O objetivo não é "raspar" os seios da face, e sim restabelecer a ventilação e a drenagem natural deles, removendo o que obstrui os canais de comunicação com o nariz.
Quando a cirurgia é indicada
- Sinusite crônica que persiste apesar de tratamento clínico adequado
- Sinusites agudas de repetição, com vários episódios ao ano
- Polipose nasossinusal
- Cistos e mucoceles dos seios da face
- Sinusite fúngica
- Complicações de sinusite
- Acesso a tumores nasossinusais selecionados
Como é feita
Com o endoscópio introduzido pela narina, o cirurgião navega pelas fossas nasais e abre os óstios, os pequenos orifícios por onde cada seio da face drena. Remove pólipos, tecido inflamado e alterações anatômicas que bloqueiam essa drenagem. Tudo é feito sob visão ampliada em monitor, o que permite trabalhar com segurança em uma região próxima à órbita e à base do crânio.
O que a cirurgia resolve e o que não resolve
A cirurgia corrige o problema mecânico: ela devolve a via de drenagem. Ela não cura a inflamação de base. Em polipose nasal, especialmente nas formas associadas a asma e intolerância a anti-inflamatórios, o tratamento clínico continua depois da cirurgia, e é justamente ele que reduz a chance de recidiva. Alinhar essa expectativa antes de operar faz parte da indicação.
Recuperação
- Congestão, secreção e crostas nas primeiras semanas
- Lavagem nasal com soro em grande volume, várias vezes ao dia. É o pilar do pós-operatório
- Limpezas endoscópicas em consultório nos retornos programados
- Retomada progressiva das atividades, conforme orientação
- Manutenção do corticoide nasal e do tratamento clínico prescrito
Segurança
A região operada faz fronteira com a órbita e a base do crânio, e por isso a cirurgia exige treinamento específico em rinologia, tomografia recente e planejamento detalhado. A Otorhinus conta com cirurgiões dedicados à rinologia e à cirurgia endoscópica de base de crânio.
Condições tratadas com esta cirurgia
Perguntas frequentes
A sinusite volta depois da cirurgia?
A cirurgia melhora de forma consistente a drenagem, mas quem tem doença inflamatória de base, sobretudo polipose, precisa manter tratamento clínico. Abandonar o acompanhamento é a principal causa de recidiva.
Fico com o rosto inchado ou roxo?
Não é o esperado. Como não há cortes externos nem fratura de ossos faciais, o edema costuma ser interno. Qualquer alteração fora do previsto deve ser comunicada à equipe.
Preciso mesmo fazer tomografia antes?
Sim, é indispensável. A tomografia é o mapa anatômico da cirurgia: ela mostra quais seios estão comprometidos e onde estão as estruturas nobres a preservar.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer cirurgia depende de avaliação individual presencial. Responsável técnico: Dr. Oswaldo Martucci Junior, CRM/SP 24.585.
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