Amigdalectomia
Remoção cirúrgica das amígdalas palatinas, indicada em amigdalites de repetição, apneia e caseum.
- Anestesia
- Geral
- Duração
- 30 a 45 minutos
- Internação
- Alta no mesmo dia, na maioria dos casos
- Recuperação
- Cerca de 10 a 14 dias
A amigdalectomia é a remoção cirúrgica das amígdalas palatinas. É uma das cirurgias mais realizadas em otorrinolaringologia e uma das que mais mudam a rotina de quem tem indicação, seja a criança que ronca e dorme mal, seja o adulto que passa o ano inteiro entre um episódio de amigdalite e o próximo.
Quando a cirurgia é indicada
- Amigdalites de repetição, com episódios frequentes ao longo do ano
- Amígdalas aumentadas causando obstrução respiratória, ronco e apneia do sono
- Amigdalite caseosa: acúmulo persistente de caseum, com mau hálito
- Abscesso periamigdaliano prévio
- Dificuldade para engolir ou para respirar por aumento das amígdalas
- Assimetria ou lesão suspeita, para investigação
Principais indicações
Amigdalite de repetição
Quando as infecções se repetem várias vezes ao ano, com febre, dor intensa e afastamento das atividades, a cirurgia costuma ser a solução mais indicada, independentemente da idade. A conta a fazer não é apenas do número de episódios, mas do impacto real sobre a vida: faltas na escola ou no trabalho, uso repetido de antibiótico, noites sem dormir.
Ronco e apneia do sono
Amígdalas grandes obstruem a passagem de ar durante o sono. Em crianças, essa é a principal causa de apneia obstrutiva, com repercussões sobre crescimento, comportamento e desempenho escolar. Em adultos, contribui para o ronco e para a apneia, geralmente junto de outros pontos de obstrução. A avaliação define se a amigdalectomia isolada resolve ou se é preciso associar outro procedimento.
Amigdalite caseosa
Nesses casos as amígdalas não são fonte de infecções repetidas, mas acumulam detritos esbranquiçados, o caseum, que causam mau hálito persistente e sensação de corpo estranho na garganta. Quando o incômodo é significativo e não responde a medidas conservadoras, a cirurgia é uma alternativa.
Recuperação
- Dor de garganta importante nos primeiros dias, com pico entre o terceiro e o sétimo dia. É o esperado e é controlada com analgesia prescrita
- Dieta fria e pastosa no início, com progressão conforme orientação
- Hidratação abundante ajuda a reduzir a dor
- Placas esbranquiçadas na região operada fazem parte da cicatrização e não são infecção
- Repouso relativo e afastamento de esforço físico pelo período orientado
- Sangramento é incomum, mas exige contato imediato com a equipe
Existe idade certa para operar?
Não existe idade ideal, e sim o momento certo de cada paciente, definido pela gravidade do quadro e pelo impacto na vida. A cirurgia é realizada em crianças e adultos, e a indicação nasce da avaliação individual, não de uma regra fixa.
Condições tratadas com esta cirurgia
Perguntas frequentes
Vou ficar com a imunidade mais baixa?
Não. As amígdalas participam da defesa imunológica principalmente nos primeiros anos de vida, e o sistema imune conta com muitos outros tecidos linfoides que assumem essa função. Não há queda de imunidade documentada após a cirurgia bem indicada.
A dor é muito forte?
É desconfortável, sobretudo entre o terceiro e o sétimo dia, e em adultos costuma ser mais intensa do que em crianças. Com a analgesia prescrita e a dieta correta, é controlável. Preparar-se para esse período faz parte da decisão de operar.
Posso fazer pelo convênio?
Sim. A amigdalectomia com indicação clínica tem cobertura na maioria das operadoras. Nossa equipe prepara a solicitação e acompanha a autorização.
Vou parar de ficar gripado?
A cirurgia elimina as amigdalites, mas não impede resfriados e outras infecções de vias aéreas, que têm origem diferente. A expectativa correta é o fim dos episódios de amigdalite, não o fim de toda gripe.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer cirurgia depende de avaliação individual presencial. Responsável técnico: Dr. Oswaldo Martucci Junior, CRM/SP 24.585.
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