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Exame Ouvido

BERA (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Cerebral)

Registra a resposta elétrica do nervo auditivo ao som. Permite avaliar a audição sem depender da colaboração do paciente.

Duração
40 a 60 minutos
Preparo
Cabelo limpo, sem creme ou gel. Bebês fazem em sono natural
Tipo
Exame objetivo, indolor e não invasivo

O BERA, sigla em inglês para resposta auditiva do tronco encefálico e também chamado de PEATE, registra a atividade elétrica gerada pelo nervo auditivo e pelo tronco cerebral em resposta ao som. Como não depende de o paciente sinalizar quando escuta, é o exame de escolha quando é preciso avaliar a audição de bebês, de crianças pequenas ou de pacientes que não colaboram, e também quando se investiga uma lesão no trajeto do nervo auditivo.

Quando o exame é indicado

  • Triagem e confirmação diagnóstica de perda auditiva em bebês e crianças pequenas
  • Falha em teste da orelhinha que precisa de confirmação
  • Perda auditiva assimétrica, mais acentuada em um dos ouvidos
  • Zumbido unilateral em investigação
  • Suspeita de lesão do nervo auditivo (neurinoma do acústico)
  • Estimativa de limiar auditivo quando a audiometria não é confiável

Como é feito

Eletrodos adesivos são fixados na testa e atrás das orelhas, os mesmos usados em eletrocardiograma, sem qualquer perfuração. Estímulos sonoros são apresentados por fones enquanto o paciente permanece deitado, relaxado e em silêncio. O aparelho capta as ondas elétricas geradas ao longo da via auditiva e registra o tempo que cada uma leva para aparecer.

O que os resultados indicam

O exame produz um traçado com ondas numeradas. O atraso ou a ausência de determinadas ondas ajuda a localizar em que ponto da via auditiva está o problema: cóclea, nervo auditivo ou tronco cerebral. Em crianças, o BERA também permite estimar o limiar auditivo, informação decisiva para indicar aparelho auditivo precocemente.

BERA em bebês e crianças

Nos primeiros meses de vida o exame é realizado durante o sono natural, geralmente após a mamada. Em crianças maiores que não conseguem permanecer quietas, pode ser necessária sedação, sempre com avaliação prévia. Nossa equipe orienta a família sobre a melhor estratégia caso a caso.

Como se preparar

  • Venha com o cabelo limpo e seco, sem gel, creme ou spray
  • Para bebês: programe a alimentação para que a criança durma durante o exame
  • Traga o resultado do teste da orelhinha e de exames auditivos anteriores
  • Reserve tempo: o exame exige que o paciente esteja relaxado, e a pressa atrapalha o registro

Condições investigadas com este exame

Perguntas frequentes

O BERA dói ou dá choque?

Não. Os eletrodos apenas captam a atividade elétrica que o próprio corpo gera. Nenhuma corrente é aplicada. O exame é indolor.

Meu bebê falhou no teste da orelhinha. Já é surdez?

Não necessariamente. A falha na triagem pode ocorrer por resíduo no canal ou agitação do bebê. O BERA é justamente o exame que confirma ou afasta a suspeita, e deve ser feito o quanto antes para não atrasar a conduta.

É o mesmo que audiometria?

Não. A audiometria depende da resposta voluntária do paciente e mede a audição de forma comportamental. O BERA é objetivo e avalia a integridade da via neural. Os dois se complementam.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer exame depende de avaliação individual presencial. Responsável técnico: Dr. Oswaldo Martucci Junior, CRM/SP 24.585.

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